No entanto, em uma análise mais aprofundada podemos levantar duas situações. A primeira seria de uma empresa que tem boa liquidez de ações e esteja em um bom momento na bolsa. Ao agrupar as ações será reduzido o número de ações disponível no mercado e isso pode impulsionar a disputa entre os compradores, elevando as cotações da ação. Contudo esse cenário não é comum.
No caso das penny stocks, muitas vezes, estamos lidando com empresas que enfrentam problemas financeiros e que por isso tiveram seu valor de face reduzido a centavos. Nessa faixa de preço, a variação de 1 centavo na cotação pode representar uma grande variação de valorização/depreciação percentual de seu valor total. Por exemplo, uma ação que esteja cotada a R$0,98 e valorize 1 centavo teve uma valorização de 1,02%; já para uma ação cotada a R$0,30, 1 centavo representa 3,33%. Por isso essas ações costumam ficar muito tempo negociadas em uma faixa que varia poucos centavos no valor de face, mas que representa muita volatilidade na negociação.
Na prática o que se tem visto é que após o grupamento essas ações cotadas a centavos tem encontrado mais espaço para cair. Foi o que aconteceu com a empresa JB Duarte no ano passado, por exemplo.
Esse ano mais empresas estão passando por esse processo, então valor a pena ficar de olho nelas. Algumas das que já se pronunciaram ou já estão em processo de grupamento são: ALL Rumo (RUMO3), Ideiasnet (IDNT3), Tectoy (TOYB3) e Lupatech (LUPA3)
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